
Resposta curta
A comissão faz a plataforma ganhar mais com mais contratações, e não com melhores entregas. A mensalidade fixa tira esse incentivo e não sobe quando o seu projeto sobe de preço. O preço dessa escolha é pagar também nos meses sem contato. Faça a conta do seu caso antes de decidir.

Neste guia
O que a comissão faz com o preço
Quando a plataforma fica com uma parte do projeto, esse valor não some. Ou o talento reduz a própria margem, ou o cliente paga mais. Na prática acontecem os dois, e o primeiro ajuste costuma cair na qualidade: menos rodadas de revisão, menos pesquisa, menos tempo por projeto.
Há ainda um efeito pouco comentado. A comissão empurra o combinado para fora da plataforma. Todo mundo já recebeu o convite para "fechar por fora". O comportamento mais racional para os dois lados passa a ser justamente o que quebra a regra, e a plataforma gasta energia vigiando os usuários, em vez de melhorar o produto.
Exemplo resolvido: comissão contra mensalidade
Compare uma comissão de 15% com a assinatura de R$ 29,90 por mês. Os valores dos projetos são de exemplo.
- Comissão sobre um projeto de R$ 2.000: 2.000 × 15% = R$ 300.
- Meses de assinatura que esse valor pagaria: 300 ÷ 29,90 = 10,03.
- Comissão sobre um projeto de R$ 8.000: 8.000 × 15% = R$ 1.200.
- Meses de assinatura que esse valor pagaria: 1.200 ÷ 29,90 = 40,13.
- Assinatura em 12 meses: 29,90 × 12 = R$ 358,80.
| Item | Valor de exemplo |
|---|---|
| Comissão de 15% sobre R$ 2.000 | R$ 300 |
| Comissão de 15% sobre R$ 8.000 | R$ 1.200 |
| Assinatura em 12 meses | R$ 358,80 |
Um único projeto de R$ 2.000 já custaria uns dez meses de assinatura em comissão. Um de R$ 8.000 custaria mais de três anos. A plataforma não fez nada diferente por um ou por outro. O percentual cobra mais de quem cobra mais, ou seja, pune quem melhorou.
A guerra de preço premia o errado
Em plataformas de proposta, ganha quem cobra menos e responde mais rápido, e não quem entrega melhor. Quem tem um portfólio forte sai desse jogo em poucos meses.
No PortfólioVivo não há disputa de proposta. O cliente escolhe pelos projetos e pela faixa de preço que você declarou, e fala direto com você. Veja outras formas de cobrança em plataformas para criativos.
O que a mensalidade fixa muda
Com valor fixo, a plataforma só continua sendo paga se o seu perfil gerar contato. O interesse passa a ser manter a vitrine boa e o contato direto funcionando, e não empurrar volume.
A assinatura custa R$ 29,90 por mês, e o 1º mês é grátis para testar. O valor fica travado enquanto você for assinante, mesmo que suba para quem entrar depois.
Seu perfil vai ao ar assim que você cadastra o cartão. Os 100 primeiros a cadastrar o cartão ganham o selo de Fundador, para sempre. Assinantes aparecem primeiro, e a listagem avisa isso, como pede o Código de Defesa do Consumidor.
Pedimos o cartão no cadastro, mas nada é cobrado no 1º mês. Cancelou antes, não paga. Depois, R$ 29,90/mês, cobrado no cartão, com aviso por e-mail 7 dias e 1 dia antes.
Onde este modelo é pior para você
Assinatura fixa tem um lado ruim: você paga no mês em que não fecha nada. A comissão, com todos os defeitos, tem uma virtude real: em mês sem trabalho, custa zero. Isso pesa em três casos:
- Especialidade com pouca procura. Você pode passar meses pagando sem receber contato.
- Um projeto grande por ano. Quem passa o resto do tempo executando pode achar mais barato uma comissão única do que doze mensalidades.
- Portfólio ainda por montar. Sem projetos para expor, o gargalo é material, e não visibilidade. Assinar antes antecipa um custo sem resolver o problema.
Use o mês grátis para fazer a conta com dado: conte quantos contatos chegaram. Se foram zero, revise os projetos do portfólio, a categoria e a faixa declarada antes de a cobrança começar.
E para o cliente
O cliente não paga nada. Ele traz a demanda, e cobrar dele reduziria os pedidos, que é justamente o que o assinante paga para receber.
A plataforma não entra no pagamento e não cobra taxa sobre o projeto. O que você combinar com o cliente fica entre vocês.
A contrapartida é que a proteção é sua. Combine por escrito antes de começar, peça sinal em cliente novo, entregue em etapas com aprovação em cada uma e só libere o arquivo aberto depois do pagamento final. Se o projeto usar imagens ou obras de terceiros, combine a licença por escrito, conforme a Lei 9.610.
Erros comuns
- Achar que comissão é mais justa. Muita gente acha que pagar só quando ganha é sempre melhor. Na verdade, o percentual pesa mais nos projetos maiores, e no exemplo um único projeto de R$ 2.000 custa mais que dez mensalidades.
- Assinar sem testar. Muita gente acha que toda assinatura se paga. Na prática, sem portfólio ou sem procura na sua área, ela é custo sem retorno, e por isso existe o mês grátis.
- Combinar sem escrever. Muita gente acha que a plataforma garante o pagamento. Na verdade, o acordo é direto, e a proteção vem de contrato, sinal e entrega em etapas.
Perguntas frequentes
Posso cancelar quando quiser?
Pode, pelo painel. O perfil fica no ar até o fim do período já liberado e depois sai do ar. Se você cancelar no mês grátis, não paga nada.
O preço da assinatura pode subir?
Pode subir para quem entrar depois, mas o valor fica travado enquanto você for assinante. Isso vale para o preço de R$ 29,90 que você contratou.
A plataforma fica com parte do que eu cobro do cliente?
Não. O valor do projeto vai do cliente para você. A plataforma não retém nem repassa dinheiro, e o acordo é direto.
Teste você mesmo
- Uma comissão de 15% sobre um projeto de R$ 4.000 custa quanto?
Ver resposta
4.000 × 15% = R$ 600.
- Quanto custam 12 mensalidades de R$ 29,90?
Ver resposta
29,90 × 12 = R$ 358,80.
- Em qual caso a assinatura costuma ser pior que a comissão?
Ver resposta
quando você fecha poucos projetos no ano e paga todos os meses.
Fontes
- Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078, 1990 (vigente) (abre em nova aba): publicidade identificada. Trecho: "A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal."
- Lei de Direitos Autorais, Lei 9.610, 1998 (vigente) (abre em nova aba): obra de terceiros. Trecho: "Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades"
Como este guia foi feito
Escrito por Artur Batissoco, com apoio de inteligência artificial na redação. Revisado por Artur Batissoco, que conferiu as páginas oficiais em 10/10/2026. Reescreve o artigo publicado em 18/06/2026. Os valores da assinatura vêm das regras do próprio site, e os valores de projeto do exemplo são ilustrativos. Veja também como cobrar trabalho criativo.
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