Quanto cobrar por um projeto criativo
Projeto criativo raramente dá prejuízo no preço. Dá na revisão que não foi orçada — “mais um ajustinho” não tem limite escrito em lugar nenhum, e o projeto de 20 horas vira 32 pelo mesmo valor.
Cobre por este projeto
R$ 2.702
26 horas no total — 20 de produção e 6 das 2 rodadas incluídas
Uma rodada além do combinado derruba sua hora em R$ 9 — o valor não muda, as horas sim. Para ela não sair do seu bolso, cobre R$ 287 por rodada adicional, e escreva isso no orçamento.
O imposto divide, não multiplica: para receber R$ 2.540 limpo com 6%, o preço é ÷ 0,94, não × 1,06. Multiplicar cobra de menos, e a diferença é sua.
A conta dá o piso do orçamento, não o teto: ela ignora urgência, exclusividade, cessão de direitos e o valor que a peça gera para o cliente — tudo isso se cobra à parte. Nada do que você digitou sai do seu navegador.
Com o número na mão, falta o cliente ver seu trabalho.
Montar meu portfólio de graçaTrês coisas que somem do orçamento
- Revisão é hora, e hora é dinheiro. Duas rodadas de 3 horas são 6 horas de trabalho. Se elas não estão no orçamento, não estão no preço — mas vão estar na sua semana. Colocá-las dentro da conta não encarece o projeto: mostra o que ele sempre custou.
- O imposto divide, não multiplica. Para receber R$ 1.000 limpo com 6%, o preço é 1.000 ÷ 0,94 = R$ 1.063,83 — e não 1.000 × 1,06 = R$ 1.060. Multiplicar cobra de menos todas as vezes, e a diferença sai do seu bolso.
- Rodada extra tem preço, ou vira desconto. Se a quarta rodada é de graça, o cliente pede a quinta. Um número escrito no orçamento — “rodadas adicionais: R$ X cada” — não é rigidez: é o que permite dizer sim sem trabalhar de graça.
A conta dá o piso, não o teto. Urgência, exclusividade, cessão de direitos e o valor que a peça gera para o cliente se cobram à parte — e é aí que está a diferença entre cobrar por hora e cobrar por projeto.